Sua empresa sabe quais dados estão sendo compartilhados com ferramentas de IA?
A Inteligência Artificial já faz parte da rotina de muitas empresas.
Profissionais utilizam ferramentas de IA para resumir documentos, analisar planilhas, revisar códigos, produzir conteúdo, estruturar informações e acelerar atividades que antes exigiam mais tempo.
O problema começa quando esse uso acontece sem que a empresa saiba quais ferramentas estão sendo utilizadas, por quem, para quais finalidades e, principalmente, quais informações estão sendo compartilhadas.
Shadow AI- O que é?
O termo é utilizado para descrever o uso de ferramentas de Inteligência Artificial sem aprovação ou supervisão formal das áreas responsáveis pela tecnologia, segurança ou governança da organização.
E os números mostram que não se trata de uma possibilidade distante.
Segundo o estudo The Value of AI: Brazil 2026, realizado pela SAP em parceria com a Oxford Economics, 82% das empresas brasileiras pesquisadas relatam que colaboradores utilizam ferramentas de IA de terceiros sem aprovação ou supervisão formal ao menos ocasionalmente.
Mais do que revelar a velocidade com que a IA entrou nas empresas, esse dado mostra uma questão que precisa ser discutida: o que acontece com os dados quando a tecnologia é utilizada sem controle?
Quando a produtividade abre espaço para a exposição de dados
Imagine uma situação simples, um profissional recebe um contrato extenso e precisa analisá-lo rapidamente. Para ganhar produtividade, copia o conteúdo e envia para uma ferramenta de IA.
Outro colaborador precisa interpretar uma planilha com informações de clientes e utiliza uma ferramenta externa para identificar padrões.
Em outra área, alguém compartilha trechos de código-fonte para receber sugestões de melhoria.
Em todos esses casos, existe uma intenção legítima: trabalhar melhor e mais rápido.
O impacto já aparece nas empresas
O cenário identificado pela pesquisa da SAP e da Oxford Economics mostra que os riscos associados à Shadow AI já ultrapassaram a discussão teórica.
Entre as empresas brasileiras pesquisadas, 43% relatam vazamento de dados ou exposição de propriedade intelectual relacionados ao uso de ferramentas de IA sem aprovação ou supervisão formal. Outros 32% apontam vulnerabilidades de segurança e 31% mencionam violações de compliance.
Isso significa que o problema pode atingir diferentes dimensões da organização.
Dados pessoais podem ser compartilhados fora dos ambientes corporativos controlados.
Informações estratégicas podem sair do perímetro da empresa.
Propriedade intelectual pode ser exposta durante atividades aparentemente rotineiras.
Código-fonte pode ser inserido em ferramentas que não foram avaliadas pela área de tecnologia ou segurança.
Informações contratuais e financeiras podem circular em ambientes que a organização não monitora.
Quando a empresa não sabe quais ferramentas estão sendo utilizadas, ela também não consegue estabelecer com precisão onde estão seus dados, quem está acessando essas informações e quais riscos precisam ser tratados.
Governança não deve impedir o uso da IA. Deve orientar como ela acontece.
A adoção de Inteligência Artificial tende a aumentar à medida que novas ferramentas e aplicações chegam às empresas.
O estudo da SAP aponta que 26% das tarefas realizadas nas empresas brasileiras já são apoiadas por IA, enquanto apenas 18% das organizações adotam uma abordagem estratégica e integrada para sua utilização.
Isso mostra que a velocidade de adoção da tecnologia pode superar a capacidade das empresas de estabelecer processos, políticas e controles para acompanhar esse uso.
Por isso, uma estratégia de IA precisa conectar tecnologia, segurança, dados, processos e pessoas.
Isso envolve estabelecer políticas de uso, definir níveis de acesso, classificar informações, aprovar ferramentas, acompanhar aplicações, registrar atividades e determinar quando uma decisão ou resultado produzido pela IA precisa passar por validação humana.
A governança, nesse contexto, não limita o uso da IA. Ela cria uma estrutura para que a tecnologia possa ser incorporada ao negócio com mais segurança, clareza e responsabilidade.
A organização consegue enxergar e governar esse uso?
Transformar um cenário de Shadow AI em um ambiente governado significa estabelecer critérios claros para o uso da tecnologia, em vez de deixar que cada profissional ou área defina individualmente quais ferramentas utilizar e quais informações compartilhar.
Isso envolve saber quais IAs estão sendo utilizadas, quem pode acessá-las, quais dados podem ser processados, quais aplicações são permitidas e como esse uso será acompanhado.
Também significa oferecer alternativas corporativas seguras, para que os profissionais possam utilizar a IA em suas atividades sem que produtividade e segurança precisem seguir caminhos diferentes.
É a partir dessa visibilidade que a empresa consegue estabelecer políticas, definir responsabilidades, acompanhar o uso e reduzir riscos relacionados à segurança, privacidade e conformidade.
Como a Cadmus apoia a governança de IA
Na Cadmus, essa visão está presente no AI Hub, solução criada para centralizar e estruturar a governança do ecossistema de Inteligência Artificial das empresas.
O AI Hub permite gerenciar modelos, agentes e aplicações de IA estabelecendo políticas e permissões, além de oferecer recursos relacionados à segurança, custos, consumo e rastreabilidade.
A solução ajuda a empresa a ter mais visibilidade sobre quais IAs estão sendo utilizadas, por quem e dentro de quais regras, criando uma base para que a adoção da tecnologia aconteça de forma mais estruturada.
Porque a IA pode ampliar a produtividade, apoiar decisões e transformar processos. O papel da governança é garantir que essa evolução aconteça com segurança, controle e alinhamento ao negócio.
Conheça o AI Hub da Cadmus e entenda como estruturar a governança do seu ecossistema de IA.